DARK GERO


30/01/2009


Continuação de Melodia (parte IV) por Dark Gero

Caros leitores, perdão pela péssima qualidade deste post. É que não ta dando pra colar direto do word os contos, então improvisei e ficou essa coisa estranha aí. Essa é a conclusão da parte IV. Desçam um pouquinho, depois subam e leiam este post, blza?

 

repito, leiam o conto de baixo, depois pulem pra esse!

 

rsrsrs

 

− Está louco, Sastu? Não precisamos fazer isso! – Perine abrira os braços novamente.

Bruna estava tremendo. Sabia que Perine não conseguiria sozinha com três.

− É o mais sensato a fazer, Perine! – gritou o de cabelos compridos, que só poderia ser o Vabri. – Se Divarius pôr as mãos nela, será o fim do nosso clã!

− Isso mesmo, Perine! – disse Kioru. – Não vale a pena arriscarmos tanto por uma humana.

Bruna correria, se suas pernas trêmulas aceitassem seus comandos. A morte estava próxima. Não haveria como sair daquela viva. Lembrou-se de suas duas melhores amigas... Que nunca mais as veria novamente...

− Calef nunca concordaria com isso! – Perine gritou. – Ele foi conjurado pelo desmorto da rainha. Em breve irá despertá-la. Não precisamos fazer isso!

− A rainha nos abandonou. Se resolveu fugir para um mundo falso e nos deixar como estamos, ela que fique onde está – Disse Sastu dando um passo à frente.

− Não vão pôr um dedo nela! – gritou Perine inclinando o corpo para a frente, em posição de ataque.

− Sabe que não pode com a gente, Perine. Vamos derrubá-la se necessário.

− Venham! – desafiou Perine mostrando as presas.

Os três vampiros avançaram.

Bruna fechou os olhos. Era seu fim.

− Ninguém toca nelas! – uma voz trovejante saiu da escuridão. A voz, apesar de terrivelmente ameaçadora era música para os ouvidos de Bruna.

Os cinco olhares convergiram para um ponto entre as árvores, onde dois vultos eram iluminados pela lua na clareira. Um deles era alto, o outro era uma garota de óculos, indefesa e assustada atrás dele.

− Calef! – gritaram Bruna e Perine ao mesmo tempo.

− Rainha!? – gritou Kioru.

− Dêem mais um passo e vou arrancar a cabeça de vocês com os dentes! – trovejou Calef com os olhos vermelhos cintilantes.


                      (continua em Melodia de Lugar Nenhum)

 

Agora sim!

Escrito por Dark Gero às 21h18
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Melodia (parte IV) por Dark Gero


Bruna não saberia dizer o que aconteceu depois que tapou os ouvidos. Tudo o que se lembrava era da gata transformar-se em mulher e lançar-se para cima dos desmortos exibindo suas presas de vampira. Assustou-se quando uma mão gelada tocou seu ombro:

− Está tudo bem, garota. Eles se foram.

Era ela, a vampira-gata que acabara de salvar sua vida. Bruna virou-se contemplando aquele rosto lindo, impossível. Seus olhos eram de um laranja-fogo e seu cabelo era comprido, de uma estranha cor cinza quase branca. Aparentava ser nova, mais ou menos da idade de Calef.

− Quem... quem é você? – bruna balbuciou, ainda sentindo-se sob efeito de alguma droga.

A mulher de cabelos cinza sorriu, fazendo um gesto com a mão. Bruna instantaneamente voltou ao normal. Não estava mais com medo, mas queria saber quem a estranha era. Um nome veio à sua cabeça no mesmo instante em que a mulher respondia:

− Perine. Meu nome é Perine.

Uma onda de alívio percorreu o corpo de Bruna. Estava a salvo.

− Perine! Estava esperando por você, e...

− Vamos embora antes que eles retornem – interrompeu-a secamente. – Desmortos não morrem a menos que o vampiro que os amaldiçoou o faça. Eu apenas os mantive à distância.

Bruna tentava imaginar o que Perine havia feito para expulsar os desmortos, mas não se atreveu a perguntar. Tinha outra pergunta em mente.

− Onde está Calef?

Perine estreitou os olhos, segurando-a pela mão. Começaram a caminhar entre as árvores escuras.

− Ele foi conjurado por um Desmorto Real para um mundo mental.

Perine percebeu a ruga na testa de Bruna e resolveu explicar:

− Desmortos reais são humanos transformados por vampiros de linhagem pura, que chamamos de reis ou rainhas, já que possuem poderes suficientes para dominar todos nós. Esses vampiros especiais dominam um clã inteiro e são responsáveis por ele. Calef deve ter te advertido sobre Divarius, não?

Bruna apressou-se em balançar a cabeça confirmando. Perine continuou:

− Divarius é descendente direto de um vampiro de sangue puro, porém, não tem os mesmos poderes que um vampiro real, claro. Mas Divarius tem um poder oculto misterioso, temido por todos os da nossa raça. Acontece que se ele conseguir se reproduzir nascerá o herdeiro supremo do clã dele, mais poderoso que dez vampiros reais puros. O sonho dele é nos tirar do anonimato e dominar o mundo.

Bruna ouvia tudo atentamente, tentando digerir aquelas informações fantásticas, que embora desafiassem sua razão, já eram aceitas mais naturalmente. Perine apenas continuou:

− Nosso clã foi abandonado por nossa rainha, uma das mais poderosas. Ela resolveu mergulhar em uma realidade artificial, idêntica ao mundo em que você está acostumada a viver. Sendo assim, apagou todas as memórias que tinha, e renasceu nesse mundo criado por ela. Esse é um dos poderes dos vampiros reais: criar mundos paralelos só deles...

− Por que ela fez isso?

− Por razões que desconhecemos. Há uma conspiração terrível entre os vampiros. Ela deve ter tido suas razões. Quando um vampiro real faz isso, a única maneira de voltar às memórias é se alguém a despertar.

− Despertar?

− Sim. Fazê-la retornar às suas memórias. É como se ela estivesse dormindo, perdida no mundo dos sonhos. Apenas certas pessoas podem fazer isso, mas se isso acontecer, tomam para si o controle sobre os despertados. Isso é um direito milenar, são nossas leis.

         − Não entendi...

− Não a culpo. Em breve isso tudo será natural para você. Você é uma peça importante nisso tudo. Divarius descobriu onde era o mundo da rainha, e mandou um de seus desmortos despertá-la. Isso é geralmente feito confundindo sua mente com distorções do mundo irreal. Nosso clã descobriu os planos de Divarius e mandou o desmorto da rainha para despertá-la também, já que não havia outra saída. Só assim ao despertar ela não se tornaria escrava de ninguém, já que seu desmorto já é seu escravo. De alguma maneira o desmorto de Divarius conseguiu convencer a rainha a matar seu próprio desmorto. Antes de sumir completamente, ele usou suas forças para conjurar um vampiro do mundo real. Apenas desmortos reais têm esse poder.

− Esse vampiro era...

− Sim. Havia me encontrado com Calef quando ele foi conjurado. Nesse momento ele deve estar trazendo a rainha para esse mundo, para tentar despertá-la. Divarius com certeza não desistiu ainda, então temos trabalho em dobro, já que temos que proteger você também. Agora ande mais rápido, garota. Os desmortos de Divarius retornarão a qualquer momento.

Bruna estremeceu ao imaginar a cena, mas sentia-se segura com Perine.

− Para onde estamos indo?

− Encontrar com o clã.

− O... Clã...?

− Eles vão decidir o que fazer com você. Por enquanto nossa missão é escoltá-la e protegê-la para que Divarius não coloque as mãos em você.

− Mas... E quanto a Calef? Eu quero vê-lo...

− Não se preocupe, Calef me pediu para não deixar que nada acontecesse a você. Eu prometi que iria.

− Mas esta... é apenas sua missão, certo? – as palavras saíam hesitantes.

Perine olhou Bruna nos olhos.

− Não, querida. Nossa missão é protegê-la de Divarius apenas.

− Então se eu morrer... – Bruna engasgou-se na própria voz.

− Vai nos poupar um trabalho tremendo.

Um barulho sobre as árvores sobressaltou as duas. Perine segurou ainda mais a mão de Bruna. Havia algo movendo-se com incrível velocidade sobre elas.

− Corra! – gritou Perine puxando Bruna.

As duas alcançaram uma clareira, onde a luz da luz iluminava com mais intensidade. Perine se colocou na frente de Bruna, abrindo os braços para protegê-la.

Três figuras saíram das sombras.

Perine sorriu.

− Vabri! Kioru! Sastu! – ela gritou.

Eram três homens altos, vestidos de preto. Bruna não demorou a deduzir que também eram vampiros. Devia ser algum tipo de uniforme o estilo gótico, pensou. Um deles tinha cabelos compridos, estava com uma jaqueta preta. Estava maquiado sombriamente, com batom preto nos lábios. Outro, o mais musculoso, era careca; tinha uma tatuagem na testa de um estranho símbolo. Suas roupas negras tinham mangas compridas. O terceiro, que estava no meio, tinha cabelos curtos. Estava maquiado também, com uma estranha saia de couro sobre suas calças. Estava sem camisa, mostrando os músculos bem definidos. Os três tinham olhos vermelho-sangue. Pareciam formar uma banda de rock pesado, imaginou Bruna.

− Nós assumimos daqui, Perine – disse o de saia, com um olhar frio, indiferente à felicidade de Perine em reconhecê-los.

− Estava levando-a para o nosso clã, Kioru.

− Eu sei – falou o que atendia pelo nome Kioru. – Estamos aqui por ordem dos anciões. Como a rainha não está aqui, eles tomaram a decisão. Não precisa mais levar a garota até o clã.

Perine enrijeceu. Atrás dela, Bruna estava petrificada.

           − O que vão fazer com ela?

− Matá-la agora mesmo – disse o careca.

            

           (Não deu espaço no blog. Relaaaaxem. Continua mais um pedaço)

Escrito por Dark Gero às 21h08
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